POEMÁTICA


07/11/2006


ADORAR-TE

SEM PROCURAR PALAVRAS BELAS,

COMECEI MEU RELATO,

ÉS LINDA DE FATO,

AMIGA, MULHER, E PARCEIRA,

NO MEGA BURACO,

ÉS FORTE, SOU FRACO,

APRENDI A GANHAR,

E GANHANDO GANHEI,

TUA AMIZADE,

ONDE VEJO CARINHO,

E SINCERIDADE,

E GANHANDO EU VI,

UMA AMIZADE NASCER,

UM SORRISO TÃO LINDO,

TÃO SEU E TÃO SÓ,

O AMOR ANDA LONGE,

SEPARADO POR ÀGUAS,

E SEPARADOS TAMBÉM,

EU E VOCÊ,

SÓ TE VEJO NA TELA,

MAS É BOM...

...SÓ TE VER.

VOCÊ É ESPECIAL,

COMO UM DIA DE LUA,

UMA NOITE DE SOL,

UM RIO DE ÁGUAS DOCES,

UMA ESTRADA SEM CURVAS,

UMA VIDA SEM DORES,

UM AMOR COM AMORES,

E AMADA SERÁ,

DE HUMOR ÉS TÃO RICA,

QUE ENCANTA A MUITOS,

E OS FAZEM TORCER,

PRO SEU FUTURO,

POR VOCÊ...

...ESCREVENDO QUERIA...

...APENAS DIZER...

DANI...

ESTOU APRENDENDO...

A ADORAR VOCÊ!!

Escrito por DYLL às 00h12
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DANI

Deixa o sol bater nas pedras,

Antes que as ondas as molhem,

Neste dia, festa e festas,

Ignorando se as pessoas chorem.

 

Chorando de alegria, pois...

...ao conhecer-te,

encontrei a pedra mais bela,

a fada mais linda,

a mulher mais sincera,

de um sorriso maroto,

e um olhar que cativa,

um humor que se espalha,

quando linda gargalha,

e o poeta se esconde,

enquanto enrola...

...um cigarrinho de palha!!

Escrito por DYLL às 00h02
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06/07/2006


Gosto

Atrás do sol, que desponta,

acima da terra, que gira,

próxima das àguas, que refletem,

debaixo da lua, que ilumina,

vejo teus olhos, criança,

vejo teu rosto, menina,

vejo teus lábios, tão lindos,

teu corpo, teu jeito, tua cor,

e mesmo distante, consigo,

experimentar de teu calor,

quem sabe um dia, bem próximo,

também experimentar teu sabor.

Escrito por DYLL às 21h46
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Mal

Que mal que é este?

que me faz sofrer,

dia após dia,

e rouba,

a serenidade de minh'alma?

 

Que mal que é este,

que me deixa lúcido,

só prá eu sentir na pele,

as dores que ele me causa?

 

Que mal que é este,

que quando te vejo,

ele se eleva,

cria asas,

e  vai-se embora?

 

Que mal que é este,

que sentindo teu calor,

se pulveriza,

e desaparece,

como fumaça no ar?

 

Que mal que é este,

que quando te sinto,

implode,

e permite que meu coração,

volte a bater compassado?

 

Que mal que é este,

que gosto de sentir,

pois é por ele,

que eu sinto,

que você é meu remédio?

 

Que mal dolorido,

porém, que me domestica,

e me prende a ti,

por que mesmo,

 na noite escura,

quando te vejo,

minha fronte se ilumina,

e me prova,

que só você é a minha cura.

Escrito por DYLL às 21h40
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30/06/2006


Que sombra é esta que me acompanha?

segue comigo noite e dia,

que se arrasta pelo pó, por fogo e àgua,

e ainda invade minha poesia?

 

Que mancha é esta que se aproxima,

que segue comigo, pro sul ou norte,

ela se revela, antes mesmo de mim,

se esgueira grande e me rouba a sorte.

 

A noite, longa e fria apanha,

na rede da vida, e me domina,

carrego a sombra por onde passo,

ela sabe mais de mim, de minha sina.

 

E sabendo, quem quero,

por que não ajuda?

me revele prá moça,

tão meiga e bela,

que sorrindo por dentro,

e rindo-se por mim,

fecha-se a cara, e a janela.

Escrito por DYLL às 21h21
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28/06/2006


Perdido

Abruptamente, o sol aparece,

a noite finda, o dia amanhece,

as cortinas me dão proteção,

as paredes compartilham comigo,

desta nova canção.

 

Partes não sei prá onde,

mas sinto que me abandonas,

leva nossas saudades,

nas linhas de teu esboço,

nas costuras de teu vestido,

no loiro de teu cabelo,

nas marcas em tua mente,

nos segundos que formam o tempo,

nas bordas do paraiso,

na terra onde cresce a semente,

e abriga a brisa e a formiga,

e amortece os teus passos,

deixando como um bilhete,

escrito por tuas pegadas,

pedindo que eu vá adiante,

e siga prá longe contigo,

e me força a ter cautela,

nas sombras de teu sorriso,

beijo-te a fronte fresca,

e adormeço contigo,

os sonhos de um sonhador,

é um pouco mais que isso.

Escrito por DYLL às 22h11
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Sendo!

Perdido no tempo e espaço,

confrontando com dor,

e cansaço,

perdendo a noção da hora,

o sonho causando o descompasso,

a arte lhe roubando um pedaço,

o ser,

quase ser,

tenta ser,

 e chora.

 

Chora por ontem, não por agora,

chora por dentro,

também por fora.

Chora um choro miúdo,

sem lágrimas, sem marcas,

só chora.

A arte lhe rouba um pedaço,

e o resto do mundo o ignora.

Preferiu ser do que ter,

mas o que é um ser,

sem ter,

dias, meses, ano,

longo período prá ser,

ser humano,

mas o que é ser um ser humano?

é somente ser?

é somente ter?

é somente provar prá outro ser humano,

que prá ser um ser, precisa ter?

e tendo, terá o quê?

e tendo será?

terá que ter prá ser um ser?

então eu tenho!

Tenho um dom, um talento,

que se expressa em qualquer movimento,

que me faz me perder,

por um momento,

e me perdendo me sinto,

e sentindo eu sou,

e sendo eu tenho,

e tendo me torno infinito,

e solto o meu grito,

que não preciso ter para ser,

só é preciso fazer,

em dias quentes, ou noite frias,

só preciso fazer,

tecer as letras,

e contruir poesias!!!

 

E construindo eu sigo,

armando o jogo,

faço deserto com chuvas,

faço fogueira sem fogo,

dou a vida sem ser pai,

alimento sem ser mãe,

obedeço sem ser filho,

e me perco no tempo,

descarrilho no trilho,

germino a semente,

participo de guerra,

e rabisco meu nome:

CLEDIR SALVATERRA!!

 

Escrito por DYLL às 21h39
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Jogos

Palavras soltas, invadem o ambiente,

sigo pela rede, indiferente,

o País ganha o jogo,

o poeta ganha um beijo,

aumenta a torcida,

aumenta o desejo,

espera-se sábado,

pro próximo encontro,

bola na grama verde,

o poeta saciando a sede,

de ver mais um gol,

de ganhar mais um beijo,

é tudo jogo, é tudo vontade,

é puro desejo.

 

Escrito por DYLL às 00h07
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27/06/2006


Vidas

A noite trazendo fatos,

o tempo sempre a correr,

as horas do homem passam,

na insistência de viver.

 

E antes que a hora chegue,

e antes que o vinho acabe,

antes que adormeça,

antes mesmo que a vela apague,

grite pro mundo teu nome,

mostre que está vivo,

mostre a tua arte,

que relata sobre o infinito.

que traduz as noites vagas,

e claras de todo momento,

propague a tua chaga,

refaça o juramento,

declare a tua guerra,

pro chamado sofrimento,

e leve prá casa o gosto,

daqueles lábios, daquele beijo,

daquele único momento.

Escrito por DYLL às 21h40
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Amor em Células

Os gestos demonstram amor,

mas os lábios não diz,

falta brotar a coragem,

e crescer, criar raiz,

deixar o medo de lado,

apostar prá ser feliz,

mas...

...o olhar do poeta vê um obstáculo,

que pode pôr tudo a perder,

desmoronar o sonho, o castelo,

encerrar de vez,

com o espetáculo,

com o maravilhoso ato de amar,

mesmo que seja em silêncio,

e sem testemunhas,

pois o poeta talvez esconda,

atrás de uma porta,

prá que não sofra,

se  for outra a resposta,

e a dor do medo,

de perder a amada,

a deslumbrante fada,

faz com que ele,

se refugie, e permaneça calado,

lançando em versos,

o teu choro, o teu lamento,

que não há muita dor,

nem sofrimento,

é um algo gostoso,

que doi e que passa,

que mantêm a beleza,

 do amor verdadeiro,

de puro sentimento,

platônico talvez,

talvez.

 

O que importa é que perto,

a pura essência toma conta,

preenche o ambiente,

a dor por si se sufoca,

e o amar volta à tona,

e vibra em cada toque,

cada célula produz um som,

uma harmonia, de células,

de células que amam,

e que sonham serem amadas,

e viverem entrelaçadas,

nas células da fada,

por toda uma vida,

uma vida encantada.

 

 

Escrito por DYLL às 21h22
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Toques

As moléculas em círculo,

perfazem o caminho,

reorganizam as células,

deste corpo sozinho.

 

Me concedeste um abraço,

um fisico contato,

neste teu corpo quente,

que mesmo agora...

...depois de horas...

...me invade a mente.

 

Os lábios abrem-se em um sorriso,

como se ganhasse um troféu,

pela espera, e paciência,

fecho os olhos...

e agradeço...

...aos céus.

Escrito por DYLL às 21h00
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25/06/2006


Revolução

Neste ontem, que foi hoje,

E antes, era um incerto amanhã,

Mudei o rumo, calei a boca,

Rasguei rascunhos, refiz as malas,

Voltei ao mundo, criei coragem,

Gritei prá todos: Voltei!!

Farei minha arte, daqui prá frente,

Pensando em nada, ou em tudo,

Escreverei bobagens, da minha mente,

E estarei completo...

Completa...mente!!!

Escrito por DYLL às 00h42
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Vida

Rodas gigantes, de tão gigantes,

Bichos da seda, de tão bichos que são,

Enegrecem o solo, plantando o asfalto,

E de um salto, a vida no campo se esvai.

Escrito por DYLL às 00h29
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NOS JORNAIS

Toda vida passa,

A galera se agiganta,

Os discursos sobem morros,

Inda resta esperança.

 

Evolui-se no trabalho,

A arte por si se predomina,

A poesia se transforma,

Moça, nova, quase menina.

 

Cegos, transitam os seres,

Sem ao menos ter noção,

Do ardente, quente e belo,

Fruto da imaginação.

 

Crio algo diferente,

Junto letras, formo frases,

E dou vida, crio o dia,

E a tez se ilumina,

Nasce outra poesia.

 

Satisfaço a vontade,

Minha, e mais minha por só eu querer,

Faço versos, rimas e letras,

É o meu maior prazer.

 

Sempre sincero, sigo tecendo,

Letras, frases, simbolos e mais,

Relato o que me vem na mente,

Como um barco preso ao cais.

( TALVEZ UM DIA, SE LEIA ISTO NOS JORNAIS)

 

 

 

Escrito por DYLL às 00h23
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16/08/2005


Posso Ir

Pedes que a libertes,

que lhe deixes em paz,

mas enraizastes em mim,

não podes voltar atrás.

 

Minha fada, meiga, linda,

com teus lábios entreabertos,

como o céu encoberto,

como o calor que emana do deserto,

prefiro te ter...

...eternamente, perto.

 

Minha deusa, mito, maga,

teu olhar cativas verde,

teu silêncio me afaga,

e me faz perder o rumo,

perco letras e palavras,

nesta sala, neste frio,

que de dentro de mim exala,

e me deixa preso a ti,

 

minha boca, meu respirar...

...minha fala.

 

Escrito por DYLL às 23h40
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